Evite o infeliz e o azarado
As pessoas com quem você se relaciona moldam sua mentalidade e, por conseguinte, o seu destino.
''A miséria alheia pode matar você. Estados emocionais são tão contagiosos quanto as doenças. Você pode achar que está ajudando o homem que se afoga, mas só está precipitando o seu próprio desastre. Os infelizes às vezes provocam a própria infelicidade; vão provocar a sua também. Associe-se, ao contrário, aos felizes e afortunados''
O ser humano é um animal social. Temos a tendência de formar grupos, compartilhar idéias, definir valores coletivos e ter nossa vivência e comportamento moldados pelo comportamento dos demais. Somos influenciados pelos pensamentos e ideais do grupo, e estes tendem a serem ditados por líderes carismáticos e populares. Veja a Alemanha Nazista, quando os princípios de eugenia e superioridade étnica, propagados assiduadamente por Hitler, contaminaram uma nação inteira, levando ao holocausto e à segunda guerra mundial.
Sim, somos contaminados pela psiquê dos outros, e seres humanos são excepcionalmente suscetíveis a humores e estados de espírito. E pessoas irremediavelmente infelizes, instáveis, vitimistas tendem a ter um poder de contágio muito maior, pela intensidade das suas emoções. Estes indivíduos costumam se apresentar como vítimas, infortunados em suas histórias tristes e desventuradas, tornando difícil ver que eles mesmos são os responsáveis pelo próprio sofrimento, independentemente do ambiente. Quando menos perceber, você também estará contaminado e enredado na mesma teia de desventuras. Está aí o grande risco de se associar a pessoas assim. Você tenta ajudá-los, mas seus esforços são infrutíferos, e você acaba sendo empurrado também para o fundo do poço.
As pessoas com quem você se relaciona moldam sua mentalidade e, por conseguinte, o seu destino. A sociedade, por associação, acaba vendo-o também como um perdedor, pela escolha das suas companhias. Você gasta tempo e energia preciosos, que poderiam ser utilizados para desenvolvimento pessoal, com contaminadores que, por mais que você os ajude, jamais sairão do buraco em que se encontram, e nem demonstrarão a mínima gratidão pelos seus esforços, por mais solidários que estes sejam.
A escolha dos seus relacionamentos, dos seus amigos, não pode ser feito com base na simples afinidade. Se somos moldados pela mente dos outros, nada mais justo do que me cercar de indivíduos que possam acrescentar, ou mesmo fortalecer pontos mais frágeis meus. Tirar proveito disso é crucial. Se sou melancólico, o ideal é preferir orbitar em torno de pessoas animadas. Se você for alguem mais isolado, ande com pessoas mais sociáveis. Use-os como potencializadores do seu potencial
Da mesma forma que alguns atraem infortúnio, alguns naturalmente atraem felicidade e serenidade com seu bom humor e leveza. Eles tendem a serem uma fonte de prazer por si só, têm grandes conquistas e contaminam o ar com sua aura e leveza. Você pode utilizar o mesmo princípio para adquirir qualidades de seres com essa natureza. Esteja em mesas com pessoas que, antes de tudo, te inspirem, te desafiem a ser melhor. Jamais se permita ser o mais inteligente em uma roda, sempre busque uma onde você consiga aprender e evoluir.
Essa máxima pode ser aplicada para quem está em tratamento psiquiátrico. Se o nosso meio social molda nossos humores, ele também precisa ser abordado em um tratamento de qualidade. Conexões pessoais são um dos pilares do estilo de vida saudável, e um dos principais preditores de desfecho de tratamento. Não somente porque os pacientes precisam de uma rede de apoio para suporte, mas porque esse meio pode te contagiar, seja para o positivo, seja para o negativo.
Olhe para seus relacionamentos. Observe seus amigos. Analise sua parceria amorosa. São pessoas que somam, ou que te sugam? Você se sente tenso, ou mais leve, perto delas? E, mais do que tudo, se observe. Você é uma presença que agrega, que traz leveza, ou invade os salões com reclamações, tormentos e lamúrias?
Faça o tratamento, e se cerque de indivíduos cujas características possam acrescentar para sua psiquê.
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Este texto é informativo e não substitui avaliação médica individual.
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